Plano de Aula - História

10 de abril de 2013 1 Deixe o seu comentário!
Tema:Interpretação da História através de gravuras
Público Alvo : 4º Série
1º Bimestre

Objetivos:

• Reconhecer as obras de arte sobre o cotidiano brasileiro como parte de nossa história.

• Identificar as fotografias como instrumentos importantes na análise de momentos históricos.

• Compreender como os desenhos, as pinturas ou as fotos podem ter sido elaboradas de forma tendenciosa.

• Perceber que, no caso específico de Debret, são claros os traços da escola européia, que maquiaram a nossa realidade, mas que o primordial é notar qual a intenção do autor e não simplesmente discernir se o que ele retrata é a pura expressão da verdade.

Temas transversais: 

• Ética: diálogo, respeito mútuo, solidariedade. 

• Saúde: conscientização dos problemas da saúde na coletividade.

• Meio ambiente: conservação das terras.

• Pluralidade cultural: diferentes formas de transmissão de conhecimento e diversidades de culturas. Preservação da história.
Cidadania: direitos e deveres individuais e coletivos.

Material a ser utilizado: 

Pesquisa de fotos, pinturas e desenhos de Jean-Baptiste Debret.

Cartolinas, canetas, papel, cola e tesoura para os cartazes.

Pesquisa na internet sobre os grandes historiadores brasileiros.

Procedimento

Etapas: 

Sensibilização: pesquise fotos para mostrar aos alunos e questione-os sobre as imagens que vêem, que época elas retratam, os vestuários do período, costumes e outras características.

Verifique as informações que os alunos já conhecem sobre:

Pais e professores reclamam do tempo excessivo que muitos jovens gastam assistindo televisão ou navegando na internet. 

Aprendemos que essa avalanche de imagens sobre a nossa história é extremamente útil aos nossos alunos na interpretação do passado.

Concretização: a utilização da imagem como documento histórico não é novidade. Quando a família real esteve no Brasil, providenciou investimentos na área cultural. Provavelmente saudosos da estética do “Velho Mundo”, trouxeram artistas para retratar e decorar a então colônia portuguesa.

Em 1816, chegou ao Rio de Janeiro a Missão Artística Francesa. Entre seus integrantes, estava Jean-Baptiste Debret, que deixou obras belíssimas sobre o cotidiano brasileiro. O desenho base da Bandeira Nacional, o retângulo verde sob o losango amarelo, foi criação de Debret.

Jean Baptiste Debret, nasceu no ano de 1768, em Paris, França. Sem dúvida, foi mais do que um pintor oficial da nobreza, também atuou com muita competência na fundação da Academia Imperial de Belas-Artes do Rio de Janeiro, contribuindo como professor, cumprindo desta forma, outro desejo do Príncipe D. João VI.

As fotografias também se tornam instrumentos importantes na análise de momentos históricos. É difícil encontrar alguma pessoa que fique impassível às terríveis imagens dos campos de concentração nazistas ou mais recentemente às inúmeras expressões de emoção capturadas no mundo inteiro pela câmera do talentoso fotógrafo Sebastião Salgado.

A imagem não é apenas um apêndice no estudo da história, um coadjuvante na interpretação de documentos escritos, ela pode ser o principal foco de atenção.

Desenhos, pinturas ou fotos podem ter sido elaborados de forma tendenciosa. No caso específico de Debret, são claros os traços da escola européia, que maquiaram nossa realidade, mas que o primordial é notar qual a intenção do autor e não simplesmente discernir se o que ele retrata é a pura expressão da verdade.

Para conhecer melhor os momentos históricos através da análise das gravuras, em ação conjunta dos professores de História e Arte, divida a classe em grupos. 

Dentro do tema que estiver sendo discutido na sala de aula, solicite aos alunos que selecionem fotos ou gravuras sobre o assunto. A pesquisa pode ser feita no próprio livro didático de História, que geralmente é ricamente ilustrado ou com fotos da internet como estas, sobre: 

• 1º Grupo: Indígenas
Índio prepara-se para um ritual de festa e religiosidade. 
Soldados índios escoltando selvagens.
Gravuras de Jean-Baptiste Debret.








• 2º Grupo: Escravidão
Açoite de escravos. 
Gravura de Jean-Baptiste Debret, início do sec. XIX.








• 3º Grupo: Família Real
Aclamação de D. João VI no Rio de Janeiro.
Aquarela de Jean-Baptiste Debret, início do séc. XIX 








• 4º Grupo: Períodos da História: Colonial, Imperial e Republicano
Jantar (família rica)
Aquarela de Jean-Baptiste Debret, início do séc. XIX. 







• 5º Grupo: D. Pedro II
Jogos e brincadeiras com nomes e alfabeto









Jogo da caixa com nomes

Material: fichas com os nomes das crianças e três caixas de sapato.
Finalidade: Terminar primeiro os nomes da caixa.
Números de participantes: Total de alunos divididos em três grupos.
Regras:
*Organizar as crianças em três filas e deixar uma caixa na frente de cada fila.
*Cada caixa deverá conter os nomes das crianças daquela fila.
*Dado um sinal, na ordem da fila, cada criança procura seu nome na caixa e, encontrá-lo, corre para o final da fila permitindo que o seguinte prossiga o jogo.
*Ganha a competição o grupo que terminar primeiro.

Variação: Encontrar na caixa o nome do colega que está atrás.

Atravessando o rio

Material: desenhar no chão a paisagem de um rio. Confeccionar fichas em forma de pedras com os nomes.

Finalidade: atravessar o rio lendo todos os nomes.

Número de participantes: toda turma dividida em dois grupos.

Regras:

Convidar um aluno de cada grupo para atravessar o rio sem cair.
Os alunos deverão atravessar o rio lendo os nomes que estão escritos nas pedras.
Os outros componentes do grupo poderão ajudar quando houver dificuldade.
Aquele que errar, cai no rio e se afoga, perdendo ponto o seu grupo.
O aluno que pular todas as pedras, sem cair, ganha ponto para o seu grupo.

Variação: A professora dita os nomes e os alunos escrevem nas pedras.

Caracol do Alfabeto

Material: Desenho no chão de um caracol bem grande com todas as letras do alfabeto. Confeccionar um dado grande com caixa de papelão.

Finalidade: Chegar primeiro no final do caracol.

Número de participantes: todos os alunos.

Regras:

Fazer uma fila na entrada do caracol.
O primeiro da fila lança o dado e anda a quantidade correspondente ao número do dado.
A professora faz perguntas para toda turma: Que letra é essa? Tem algum aluno na nossa turma que começa com essa letra? Quem? Que outras coisas também começam com essa letra?
Repetir o procedimento com todos.
Vence o jogo quem chegar primeiro no final do caracol.

Variação: Cada aluno procura a casinha com a primeira letra do seu nome e se coloca dentro dela. Fazer perguntas do tipo: Em qual casinha do caracol está o Bruno? Qual casinha vem antes da casinha da Lidiane? Por quais casinhas a Eliane precisa passar para chegar na casinha da Jaiane?...

Caixinhas com nomes

Material: Caixinhas de fósforos encapadas com a foto dos alunos coladas em cima, e dentro as letras que formam o nome daquele aluno. Papel ofício.

Finalidade: Formar e fazer análise grafofônica dos nomes.

Números de participantes: alunos divididos em grupos.

Regras:

Cada grupo escolhe as caixinhas que preferem.
Formar os nomes dos colegas com as letras que estão dentro da caixinha.
Depois registrar no papel o nome formado, a primeira letra, a quantidade de letras que foi preciso para formar o nome e a quantidade de vezes que abrem a boca para falar aquele nome.

BINGO DE NOMES

Materiais: papeis, cartolina, caixa e caneta.
Escreva na cartolina as letras do alfabeto, recorte e coloque na caixa.
Entregue um pedaço de papel a cada aluno e peça para que cada um coloque seu nome.
Chamar as letras e começar a brincadeira.
Marcar as letras sorteadas que tiver na sua cartela.
Ganha o aluno que marcar as letras sorteadas primeiro.
Através da dinâmica o aluno compreende as letras do alfabeto.

Tema: O período Vargas (1930-1945)

Objetivos: - compreender os fatos ocorridos no passado em relação à política e saber situá-los em seu contexto atual.
-Situar os acontecimentos históricos do período de Vargas, as formas de repressão ocorridas no período, a fim de conhecer e respeitar as diferentes manifestações culturais.
- Compreender que há formas muito diferentes de adquirir, obter e avaliar informações sobre o passado.

Conteúdos:

- Revolução de 1930
- Estado Novo
- Formas de repressão social, política e cultural
- Populismo

Procedimento: 

- leitura em conjunto, alunos e professor.
- analise de documentos escritos e sonoros (músicas)
- produção de texto informativo sobre o tema.

Atitudinal: 

- compreensão das diferentes organizações políticas.
- respeitar as diferenças culturais e sociais dos indivíduos.

Estratégias didáticas:

- aula expositiva
- trabalho em grupo
- leitura em grupo
-analise de documentos escritos e sonoros (músicas)

Sequência Didática:

1° aula: Apresentação da temática e as formas de avaliação. Colocar uma questão a respeito do tema para ser trabalhado durante as aulas e ser respondida pelos alunos individualmente na produção do texto final.

2° aula: Levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos acerca do tema, para que no término das aulas seja possível analisar qualquer tipo de modificação ou permanência em relação ao tema. Leitura e discussão do texto síntese elaborado com os principais conceitos, as causas e as conseqüências do governo de Vargas.

3° aula: Organizar a turma em grupos, distribuir as músicas censuradas pelo governo Vargas que retratam as formas de repressão e resistência por parte dos intelectuais, estimular os alunos a levantar questões pertinentes sobre as músicas, como por exemplo: que fator definia a censura das músicas. As questões serão uma produção escrita de cada grupo, que será recolhida ao final da aula.

4° aula: Trabalhar em grupos com análise textual, com textos que enfoquem as características da política do governo Vargas (repressão, censura, formas de governo) . Os grupos devem expor as suas análises a fim de trocarem informações e tentar responder as questões levantadas sobre as músicas na aula anterior.

5° Inicio da avaliação: Auxiliar os alunos na produção de texto individual que deve conter o texto trabalhado na segunda aula e relacionar a analise das músicas e os textos produzidos anteriormente, relacionando os seus conhecimentos prévios comparando o que sabiam com o que aprenderam.

6° aula: Continuação da produção de texto.

Recursos didáticos: Textos, Livro didático e Revistas.

Avaliação:

Instrumento de avaliação: Texto abordando o tema da repressão, relacionando o texto trabalhado na primeira aula, a analise das fontes e os textos produzidos anteriormente, considerando o que sabiam comparando com o que aprenderam. O instrumento utilizado para coletar dados sobre a capacidade de pesquisa dos alunos será análise dos grupos, observando: formas de organizar as atividades, se registrar o que estão vendo, se discutem com o grupo, etc.

Critérios de avaliação: Perceber se o aluno foi capaz de dominar os procedimentos de pesquisa escolar e de produção de texto aprendendo a observar e levantar informações de diferentes tipos de fontes (escrita e sonora).






1 Deixe o seu comentário!:

  • Anônimo disse...

    Parabéns! Esse tema é muito interessante e cria novos olhares no contexto escolar.

    Sheila Lima - Teresópolis-Rj

 

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